Ao estudar Locke e Rousseau, o estudante encontra duas propostas centrais do pensamento político moderno, ambas ligadas à origem da sociedade, ao papel do Estado e ao modo como se forma a liberdade humana. Embora os dois defendam que a autoridade política não deve ser aceita como algo natural e irrestrito, eles chegam a conclusões diferentes sobre propriedade, conflito social, soberania e educação.
Em Locke, ganha destaque a proteção da vida, da liberdade e da propriedade, em um quadro no qual os indivíduos consentem em criar governo para preservar direitos já existentes no estado de natureza. Em Rousseau, a preocupação se desloca para a crítica à desigualdade e para a construção da vontade geral, entendida como base de uma ordem política legítima e de uma formação humana mais autônoma.
Questões sobre Locke e Rousseau
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Locke vincula governo legítimo à proteção de direitos naturais e ao consentimento dos governados.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Locke liga propriedade ao trabalho; Rousseau vê nela um marco decisivo da desigualdade social.
Comentários por alternativa:
- A) Rousseau discute intensamente a propriedade; Locke não a limita à nobreza.
- B) Rousseau critica a propriedade privada; Locke a trata como direito natural derivado do trabalho.
- C) Locke não reduz propriedade a concessão estatal, e Rousseau não a explica como herança biológica.
- D) Locke liga propriedade ao trabalho; Rousseau vê nela um marco decisivo da desigualdade social.
- E) Eles não formulam a mesma teoria nem tratam a diferença apenas como técnica agrícola.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Locke e Rousseau partem de estados de natureza diferentes em função de seus problemas filosóficos.
Comentários por alternativa:
- A) Locke e Rousseau partem de estados de natureza diferentes em função de seus problemas filosóficos.
- B) Guerra contínua é traço de Hobbes, não de Locke; Rousseau não fala em rei natural.
- C) Nenhum dos dois descreve o estado de natureza dessa forma.
- D) Rousseau não vê competição política nesse estágio; Locke não fala em isolamento absoluto.
- E) Os autores usam o estado de natureza para criticar a sociedade, não para igualá-lo ao Estado.
Questão 04
Gabarito: alternativa E). Rousseau entende a soberania como pertencente ao povo, expressa pela vontade geral.
Comentários por alternativa:
- A) Maquiavel valoriza a estabilidade, mas não formula essa teoria da soberania popular.
- B) Hobbes transfere poder ao soberano; isso não é a soberania inalienável de Rousseau.
- C) Locke discute tolerância religiosa, não essa definição de soberania.
- D) Montesquieu pensa freios ao poder, não soberania como vontade geral.
- E) Rousseau entende a soberania como pertencente ao povo, expressa pela vontade geral.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Em Rousseau, liberdade e lei legítima se ligam pela participação na vontade geral.
Comentários por alternativa:
- A) Hobbes privilegia segurança sob soberano forte, não participação política como fundamento da liberdade.
- B) Locke valoriza limites ao governo, não obediência irrestrita ao governante.
- C) Em Rousseau, liberdade e lei legítima se ligam pela participação na vontade geral.
- D) Maquiavel analisa o poder do príncipe, não essa relação entre lei e cidadania.
- E) Kant discute autonomia moral, não a teoria política formulada nesse enunciado.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Locke e Rousseau concordam na origem contratual, mas divergem na finalidade política do Estado.
Comentários por alternativa:
- A) Locke não faz do Estado a fonte dos direitos, e Rousseau não o reduz a elite proprietária.
- B) Locke e Rousseau concordam na origem contratual, mas divergem na finalidade política do Estado.
- C) Nenhum dos dois propõe substituir a sociedade civil dessa forma.
- D) Rousseau subordina o Estado à soberania popular; Locke não o trata como autoridade sagrada.
- E) Os dois justificam o Estado por contrato, não o rejeitam por princípio.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Rousseau critica a desigualdade como produto histórico da vida social e da propriedade.
Comentários por alternativa:
- A) Rousseau não defende estatização como caminho central para resolver desigualdades.
- B) Rousseau não naturaliza a desigualdade dessa maneira.
- C) Ele critica justamente a legitimidade social da propriedade desigual.
- D) Privilégios hereditários são alvos de crítica, não solução.
- E) Rousseau critica a desigualdade como produto histórico da vida social e da propriedade.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Para Locke, o povo pode resistir se o governo destrói o fim para o qual foi criado.
Comentários por alternativa:
- A) Para Locke, o povo pode resistir se o governo destrói o fim para o qual foi criado.
- B) Discordância isolada não basta; é preciso ruptura do contrato político.
- C) Dividir poder não é motivo de resistência em Locke.
- D) Conflito econômico não é o critério central para o direito de resistência.
- E) A mudança religiosa não constitui, por si, a causa lockeana de resistência.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Rousseau atribui à educação papel central na formação da autonomia e da cidadania.
Comentários por alternativa:
- A) Maquiavel não elabora essa teoria educacional.
- B) Locke valoriza a experiência e a educação, embora de outro modo.
- C) Hobbes não define a educação assim no centro de sua filosofia política.
- D) Rousseau atribui à educação papel central na formação da autonomia e da cidadania.
- E) Tomás de Aquino pertence a outro horizonte histórico e conceitual.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). A comparação básica destaca direitos individuais em Locke e vontade geral em Rousseau.
Comentários por alternativa:
- A) Ambos trabalham com contrato social, embora de maneiras distintas.
- B) Locke não defende soberania popular nesses termos, e Rousseau não funda cidadania na propriedade.
- C) A comparação básica destaca direitos individuais em Locke e vontade geral em Rousseau.
- D) Locke não parte de igualdade social já dada, e Rousseau critica privilégios de nascimento.
- E) Eles não defendem o mesmo modelo de Estado; há diferenças decisivas.


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