A Lei Eusébio de Queirós, promulgada em 1850, marcou um ponto de inflexão na história do Império do Brasil ao proibir o tráfico transatlântico de africanos escravizados para o país. Embora a escravidão tenha continuado, a medida alterou rotas comerciais, reforçou o controle estatal e abriu caminho para transformações econômicas e políticas importantes no século XIX.
Nesta segunda parte, as questões exploram o contexto da lei, suas relações com a pressão britânica, os interesses das elites brasileiras, os efeitos sobre a economia escravista e as conexões com o processo de transição para o trabalho livre. O objetivo é compreender como a abolição do tráfico foi um passo decisivo, ainda que insuficiente, na lenta crise do sistema escravista.
Questões sobre Lei Eusébio de Queirós – parte 2
Questão 01
Gabarito: alternativa A). Correta: a Inglaterra pressionou o Brasil por razões humanitárias e comerciais, usando diplomacia e força naval contra o tráfico.
Questão 02
Gabarito: alternativa A). Correta: o Estado passou a afirmar mais controle sobre a repressão ao tráfico e sobre a ordem imperial.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: o Estado passou a afirmar mais controle sobre a repressão ao tráfico e sobre a ordem imperial.
- B) O tráfico não foi descentralizado para as províncias; o governo imperial buscou centralizar a repressão.
- C) Os portos não ganharam liberdade para negociar africanos; ocorreu repressão crescente ao comércio ilegal.
- D) A lei não mudou o regime político nem instaurou democracia parlamentar.
- E) A lei proibiu o tráfico, mas manteve a escravidão nas fazendas.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correta: o fim do tráfico estimulou, ao longo do tempo, a transição para outras formas de trabalho.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: o fim do tráfico estimulou, ao longo do tempo, a transição para outras formas de trabalho.
- B) A lei não libertou todos os escravizados; apenas proibiu o tráfico transatlântico.
- C) Não houve substituição imediata do escravismo por assalariamento urbano em poucas semanas.
- D) O tráfico passou a ser ilegal, não mantido legal por mais tempo.
- E) O governo não proibiu lavouras escravistas nem encerrou a produção exportadora.
Questão 04
Gabarito: alternativa A). Correta: tráfico e escravidão não são sinônimos; a lei atingiu a importação de africanos, não o cativeiro em si.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: tráfico e escravidão não são sinônimos; a lei atingiu a importação de africanos, não o cativeiro em si.
- B) Não houve revogação geral do cativeiro pela lei.
- C) A escravidão doméstica não foi extinta por essa lei.
- D) Os escravizados não se tornaram cidadãos plenos em 1850.
- E) A lei fez o contrário: proibiu o tráfico atlântico, não o manteve livre.
Questão 05
Gabarito: alternativa A). Correta: o tráfico ilegal não desapareceu de imediato e continuou por vias clandestinas.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: o tráfico ilegal não desapareceu de imediato e continuou por vias clandestinas.
- B) Não houve conversão imediata dos traficantes em abolicionistas.
- C) A mão de obra escravizada continuou sendo usada amplamente.
- D) O tráfico interno não trouxe africanos recém-chegados; eles vinham do Atlântico.
- E) Não houve substituição dessa natureza por colônias penais.
Questão 06
Gabarito: alternativa A). Correta: com menos entrada de africanos, o escravizado tornou-se ainda mais valorizado no mercado interno.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: com menos entrada de africanos, o escravizado tornou-se ainda mais valorizado no mercado interno.
- B) A oferta não aumentou; ela diminuiu com a repressão ao tráfico.
- C) A exportação de café continuou e ganhou força em várias áreas.
- D) Não houve industrialização mecanizada em larga escala nesse momento.
- E) A lei não extinguiu a propriedade privada da terra.
Questão 07
Gabarito: alternativa A). Correta: Eusébio de Queirós era ministro da Justiça e participou da repressão estatal ao tráfico.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: Eusébio de Queirós era ministro da Justiça e participou da repressão estatal ao tráfico.
- B) Ele não liderou revoltas nem era chefe abolicionista popular.
- C) Não teve atuação ferroviária nem substituiu a agricultura por transporte.
- D) Não representava o Parlamento britânico; era autoridade do governo imperial brasileiro.
- E) Ele não era abade nem ligado a administração religiosa desse tipo.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correta: a lei restringiu um pilar da escravidão, mas não aboliu o sistema de trabalho cativo.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: a lei restringiu um pilar da escravidão, mas não aboliu o sistema de trabalho cativo.
- B) A Lei Áurea é de 1888 e teve outro alcance histórico.
- C) Não houve reforma agrária ligada a essa medida.
- D) A lei não concedeu voto universal nem cidadania plena aos libertos.
- E) A independência brasileira ocorreu em 1822, sem relação direta com essa lei.
Questão 09
Gabarito: alternativa A). Correta: muitos proprietários ainda dependiam da escravidão, mas aceitaram restringir o tráfico por conveniência política.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: muitos proprietários ainda dependiam da escravidão, mas aceitaram restringir o tráfico por conveniência política.
- B) Os fazendeiros não abandonaram a escravidão nesse momento.
- C) A lei não foi criada para punir pequenos agricultores.
- D) A escravidão não havia terminado informalmente antes da lei.
- E) Fazendeiros e comerciantes tinham forte relação com o tráfico.
Questão 10
Gabarito: alternativa A). Correta: a transição foi gradual e manteve várias permanências do escravismo por décadas.
Comentários por alternativa:
- A) Correta: a transição foi gradual e manteve várias permanências do escravismo por décadas.
- B) Não houve mudança rápida nem sem resistência dos proprietários.
- C) A transformação não se limitou às cidades nem pressupôs industrialização ampla.
- D) A república só foi proclamada em 1889, não em 1850.
- E) A lei impactou fazendas, relações sociais e o mercado de trabalho.


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