A catacrese é uma figura de linguagem bastante presente no cotidiano e na literatura. Ela ocorre quando usamos uma palavra ou expressão por falta de um termo específico, normalmente em referência a objetos, partes do corpo ou ações, como em “pé da mesa” e “braço da cadeira”.
Neste conjunto de questões, você vai identificar o uso da catacrese em diferentes contextos e distingui-la de outras figuras de linguagem, como metáfora e metonímia. Leia com atenção as situações apresentadas e observe como a língua organiza sentidos em usos já cristalizados pelo emprego comum.
Questões sobre catacrese
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. “Braço da cadeira” é um nome usado por analogia, preenchendo uma necessidade vocabular do uso cotidiano.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Correto. “Para-brisa” é um nome criado para designar a peça do carro em uso comum, sem sentido figurado literário.
Comentários por alternativa:
- A) Não se relaciona a rapidez; é nome de peça automotiva.
- B) Não há comparação poética entre vidro e vento.
- C) A chuva não representa outra ideia; não é metáfora.
- D) Correto. “Para-brisa” é um nome criado para designar a peça do carro em uso comum, sem sentido figurado literário.
- E) A explicação funcional existe, mas isso não define catacrese.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto. “Pé da parede” é uma nomeação por semelhança com o corpo humano, já estabilizada no uso.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. “Pé da parede” é uma nomeação por semelhança com o corpo humano, já estabilizada no uso.
- B) Não é substituição por elegância, e sim nomeação convencional.
- C) A parede não é personificada; a expressão é fixa.
- D) Não há comparação indireta com postura humana.
- E) Não se trata de imagem emocional, mas de uso vocabular.
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Questão 04
Gabarito: alternativa E). Correto. A catacrese aparece quando a língua usa um nome por necessidade de designar uma parte do objeto.
Comentários por alternativa:
- A) Não existe comparação explícita entre elementos distintos.
- B) Há personificação, mas não é o caso da catacrese pedida.
- C) Metonímia envolve contiguidade, não nomeação por analogia.
- D) Não há exagero quantitativo nessa expressão.
- E) Correto. A catacrese aparece quando a língua usa um nome por necessidade de designar uma parte do objeto.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Correto. A expressão é de uso cotidiano e já foi cristalizada pela fala comum, funcionando como nomeação prática.
Comentários por alternativa:
- A) A expressão não é invenção poética; é convencional.
- B) Não há morte literal nem personificação central.
- C) Correto. A expressão é de uso cotidiano e já foi cristalizada pela fala comum, funcionando como nomeação prática.
- D) Embora haja exagero em “morre”, isso não define a catacrese.
- E) Não é termo restrito; é expressão de uso comum.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Correto. “Olho da aeronave” é nome dado por semelhança funcional com o olho humano, em uso consolidado.
Comentários por alternativa:
- A) A aeronave não vê de fato; a expressão é figurada por uso.
- B) Correto. “Olho da aeronave” é nome dado por semelhança funcional com o olho humano, em uso consolidado.
- C) Não há comparação entre piloto e pessoa atenta.
- D) Não se trata de causa e consequência como figura de linguagem.
- E) A ideia de vigilância é possível, mas a expressão é catacrese.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Correto. “Boca da rede” é uma nomeação comum por analogia com a boca humana.
Comentários por alternativa:
- A) Não é termo técnico exclusivo; é uso figurado convencional.
- B) Não há personificação; a rede não fala.
- C) Não existe comparação afetiva nesse uso.
- D) A relação não é de contiguidade com a torcida.
- E) Correto. “Boca da rede” é uma nomeação comum por analogia com a boca humana.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correto. “Lâmina” pode nomear a parte afiada por semelhança formal e funcional, num uso estabilizado.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. “Lâmina” pode nomear a parte afiada por semelhança formal e funcional, num uso estabilizado.
- B) A palavra mantém relação com um sentido conhecido, não é inventada.
- C) Não se trata de contiguidade; é nomeação por semelhança.
- D) A ideia emocional não é central na expressão.
- E) Não há comparação explícita; o uso é convencional.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Correto. “Pé de alface” é uma nomeação consolidada por analogia com o corpo humano.
Comentários por alternativa:
- A) Não há metáfora de deslocamento nessa expressão fixa.
- B) A planta não possui membro humano; isso seria literal indevido.
- C) Não há substituição por proximidade espacial.
- D) Correto. “Pé de alface” é uma nomeação consolidada por analogia com o corpo humano.
- E) Não é termo técnico científico, mas uso popular.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Correto. “Boca da garrafa” é um uso consolidado que transfere um termo corporal para nomear uma abertura.
Comentários por alternativa:
- A) Não é figura de causalidade, mas de nomeação.
- B) Não há personificação; a garrafa não fala.
- C) Correto. “Boca da garrafa” é um uso consolidado que transfere um termo corporal para nomear uma abertura.
- D) Não se trata de imagem afetiva, e sim de uso convencional.
- E) A comparação não é explícita; a expressão é cristalizada.


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