Vícios de linguagem são construções que comprometem a clareza, a elegância ou a adequação da expressão, embora muitas delas apareçam com frequência na fala cotidiana, na publicidade, nas redes sociais e até em textos formais. Entre os casos mais estudados no Ensino Médio, estão pleonasmo vicioso, ambiguidade, barbarismo, cacofonia, eco, estrangeirismo desnecessário, arcaísmo, coloquialismo inadequado e obscuridade, todos relevantes para a leitura crítica e para a produção textual.
Mais do que decorar nomes, é importante analisar o efeito de sentido produzido em cada contexto. Em algumas situações, uma repetição pode ter valor expressivo; em outras, torna o texto redundante. Da mesma forma, um termo estrangeiro pode ser aceitável em área técnica, mas soar inadequado quando há equivalente corrente em português. As questões a seguir exploram esses limites, exigindo atenção à norma-padrão, ao contexto comunicativo e à intenção do enunciador.
Questões sobre vícios de linguagem
Questão 01
Gabarito: alternativa A). Correto. “Surpresa” já traz a noção de algo inesperado, tornando a combinação redundante.
Questão 02
Gabarito: alternativa B). Correto. O pronome “sua” pode retomar “coordenadora” ou “professora”, gerando dupla interpretação.
Comentários por alternativa:
- A) Não há repetição sonora relevante; a dificuldade está na referência do possessivo.
- B) Correto. O pronome “sua” pode retomar “coordenadora” ou “professora”, gerando dupla interpretação.
- C) Não há marca de língua estrangeira; a estrutura é comum em português.
- D) A frase não repete conteúdo; ela cria incerteza quanto ao referente.
- E) A regência de “informou à professora” está aceitável nesse contexto.
Questão 03
Gabarito: alternativa C). Correto. A discordância entre “a gente” e “vamos” configura uso inadequado segundo a norma-padrão.
Comentários por alternativa:
- A) Não há influência perceptível de outra língua na construção apresentada.
- B) A concordância usada não é recuperação histórica; é inadequação à norma culta atual.
- C) Correto. A discordância entre “a gente” e “vamos” configura uso inadequado segundo a norma-padrão.
- D) O incômodo principal não é sonoro, mas gramatical.
- E) Não se trata de termo técnico nem dessa classificação de vício.
Questão 04
Gabarito: alternativa A). Correto. O uso de “ela” como objeto direto, em registro formal, contraria a construção esperada pela norma-padrão.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. O uso de “ela” como objeto direto, em registro formal, contraria a construção esperada pela norma-padrão.
- B) A sonoridade não é o foco; o desvio é de construção sintática.
- C) O referente de “ela” está definido no contexto frasal; não há dupla leitura relevante.
- D) Não se trata de retomada de forma antiga, mas de construção coloquial.
- E) A forma não é nova; é corrente na oralidade informal.
Questão 05
Gabarito: alternativa B). Correto. “Hemorragia” já implica perda de sangue, tornando o complemento redundante.
Comentários por alternativa:
- A) Não é a sonoridade que prejudica o trecho, mas a redundância semântica.
- B) Correto. “Hemorragia” já implica perda de sangue, tornando o complemento redundante.
- C) O termo médico está bem empregado; o excesso está no complemento explicativo desnecessário.
- D) A ordem dos fatos não gera dúvida central no enunciado.
- E) Não há eco relevante; a repetição principal é de conteúdo.
Questão 06
Gabarito: alternativa A). Correto. O possessivo pode indicar a sala do diretor ou a do aluno, comprometendo a clareza.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. O possessivo pode indicar a sala do diretor ou a do aluno, comprometendo a clareza.
- B) Não há redundância relevante em “entrar na sala”; o entrave é a referência de “sua”.
- C) A pronúncia do período não é o problema central aqui.
- D) Não ocorre repetição de mesma família lexical no trecho apresentado.
- E) A estrutura é atual; o problema é a indefinição interpretativa.
Questão 07
Gabarito: alternativa B). Correto. Em contexto amplo, “coffee break” pode ser substituído por “intervalo” ou “lanche”.
Comentários por alternativa:
- A) Não é forma antiga; trata-se de expressão estrangeira contemporânea.
- B) Correto. Em contexto amplo, “coffee break” pode ser substituído por “intervalo” ou “lanche”.
- C) A grafia está reconhecida no uso; a questão é a necessidade de empregá-la.
- D) A musicalidade não é o critério principal para essa classificação.
- E) O contexto do convite permite entender a expressão, sem ambiguidade central.
Questão 08
Gabarito: alternativa B). Correto. A repetição de terminações como “-ção” caracteriza eco, indesejável em muitos textos expositivos.
Comentários por alternativa:
- A) As palavras não são equivalentes; o destaque está na semelhança sonora entre elas.
- B) Correto. A repetição de terminações como “-ção” caracteriza eco, indesejável em muitos textos expositivos.
- C) As formações vocabulares são legítimas; o efeito questionável é sonoro.
- D) A enumeração está sintaticamente organizada; não há solecismo evidente.
- E) As ações estão listadas com clareza, mesmo que de forma genérica.
Questão 09
Gabarito: alternativa C). Correto. Em “ela tinha”, a junção sonora pode gerar efeito cacofônico na leitura.
Comentários por alternativa:
- A) A frase não apresenta junção sonora tradicionalmente apontada como cacofônica.
- B) A sonoridade é estável e não produz efeito cacofônico relevante.
- C) Correto. Em “ela tinha”, a junção sonora pode gerar efeito cacofônico na leitura.
- D) Não há combinação sonora de destaque que gere constrangimento fonético.
- E) O período mantém fluidez sonora sem cacofonia evidente.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Correto. “Nos dias de hoje” e “atualmente” expressam a mesma ideia temporal, gerando redundância.
Comentários por alternativa:
- A) Não há influência estrangeira perceptível na construção apresentada.
- B) As formas são atuais; o problema é a sobreposição de sentido temporal.
- C) Correto. “Nos dias de hoje” e “atualmente” expressam a mesma ideia temporal, gerando redundância.
- D) A expressão situa o tempo no presente; o excesso não cria dupla interpretação.
- E) A posição do advérbio não é o ponto central da inadequação.


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