Charges sobre xenofobia costumam condensar, em poucos traços, relações de poder, exclusão e preconceito contra pessoas vistas como “de fora”. No Ensino Médio, interpretar esse gênero exige articular linguagem verbal e não verbal, perceber ironias, símbolos, enquadramentos e contrastes, além de relacionar a crítica social da charge com processos históricos, migrações, desigualdades e disputas por identidade.
Ao analisar uma charge sobre xenofobia, é importante observar quem fala, quem é silenciado, quais estereótipos aparecem e que valores são contestados. Também convém distinguir xenofobia de temas próximos, como nacionalismo, racismo e etnocentrismo, sem perder de vista que esses fenômenos podem se cruzar. As questões a seguir exploram leitura crítica, argumentação e interpretação de sentidos implícitos nesse tipo de texto multimodal.
Questões: Xenofobia com charge
Questão 01
Gabarito: alternativa A). Correto: a charge critica o bode expiatório e desloca o olhar para estruturas de poder.
Questão 02
Gabarito: alternativa A). Correto: a ironia surge do contraste entre ideal de liberdade e bloqueio concreto.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: a ironia surge do contraste entre ideal de liberdade e bloqueio concreto.
- B) A cena não reduz o tema ao âmbito privado; ela trata de política migratória e discurso público.
- C) A cerca não é neutra; funciona como signo de exclusão e fechamento.
- D) A charge critica incoerência entre discurso e prática, não a perda de relevância dos símbolos.
- E) Charges raramente são descritivas de modo neutro; aqui há clara problematização social.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto: a charge problematiza a criminalização simbólica do migrante.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: a charge problematiza a criminalização simbólica do migrante.
- B) A charge não legitima esse tratamento; ela o critica por seu viés preconceituoso.
- C) O foco não está na adaptação cultural, mas no rótulo institucional imposto ao personagem.
- D) O balcão marcado por suspeita revela exclusão, não solução suficiente para convivência.
- E) Desconfiar sistematicamente não amplia direitos; a charge aponta justamente essa contradição.
Questão 04
Gabarito: alternativa A). Correto: a charge destaca seletividade e hierarquia no acolhimento de deslocamentos.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: a charge destaca seletividade e hierarquia no acolhimento de deslocamentos.
- B) O alvo não é a segurança em si, mas sua aplicação desigual e discriminatória.
- C) A diferença entre turistas e refugiados serve para discutir privilégio, não oferta de voos.
- D) A charge não culpabiliza refugiados por seus destinos; evidencia assimetria de recepção.
- E) A demora é secundária; o centro da crítica é a desigualdade social e política.
Questão 05
Gabarito: alternativa A). Correto: a charge denuncia pertencimento definido por critérios excludentes.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: a charge denuncia pertencimento definido por critérios excludentes.
- B) O problema não é fonético; é a rejeição identitária expressa no nome como marcador de alteridade.
- C) Não há foco urbanístico; o condomínio funciona como metáfora política e social.
- D) A charge não celebra vínculos de vizinhança; critica barreiras ao pertencimento.
- E) O espaço é metafórico e aponta exclusão social, não mera regulamentação privada.
Questão 06
Gabarito: alternativa A). Correto: a charge mostra xenofobia ligada à construção social do “estrangeiro”.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: a charge mostra xenofobia ligada à construção social do “estrangeiro”.
- B) A charge justamente amplia o conceito para além de fronteiras formais.
- C) Documentos não bastam quando o preconceito opera por aparência e origem presumida.
- D) A cena não depende de equivalência econômica regional, mas de marcação de alteridade.
- E) Ignorância geográfica pode existir, mas não explica sozinha o mecanismo central da exclusão.
Questão 07
Gabarito: alternativa A). Correto: o contraste revela exagero discursivo e fabricação de ameaça.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: o contraste revela exagero discursivo e fabricação de ameaça.
- B) A charge questiona a mídia; não a toma como transparente e neutra.
- C) Não há neutralização; há crítica ao exagero que intensifica o medo.
- D) A charge não trabalha com estatísticas, mas com contraste semântico e visual.
- E) O alarmismo é criticado por produzir hostilidade, não por promover acolhimento.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correto: os tijolos nomeados mostram a fabricação discursiva da exclusão.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: os tijolos nomeados mostram a fabricação discursiva da exclusão.
- B) Os rótulos indicam justamente fatores coletivos e recorrentes na produção do preconceito.
- C) A linguagem nomeada nos tijolos mostra vínculo entre discurso e barreiras concretas.
- D) A charge não relativiza a ética; ela problematiza justificativas excludentes.
- E) Estereótipos são apresentados como parte do problema, não como base legítima de decisão.
Questão 09
Gabarito: alternativa A). Correto: a ironia expõe preconceito resistente aos fatos observáveis.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: a ironia expõe preconceito resistente aos fatos observáveis.
- B) A charge não exige abandono cultural; denuncia a acusação injusta de não integração.
- C) O trabalho aparece como evidência de participação, não como critério descartado.
- D) Não se afirma fracasso multicultural; critica-se a leitura enviesada dos observadores.
- E) A charge sugere o contrário: reconhecimento pode não ocorrer mesmo com esforço visível.
Questão 10
Gabarito: alternativa A). Correto: a imagem contesta a escassez usada para legitimar fechamento e indiferença.
Comentários por alternativa:
- A) Correto: a imagem contesta a escassez usada para legitimar fechamento e indiferença.
- B) A charge não propõe acolhimento sem limites; critica o uso ideológico da escassez.
- C) A imagem é simbólica e moral, não um cálculo técnico de lotação.
- D) A cena distingue quem barra e quem busca socorro, sem igualar responsabilidades.
- E) O bote funciona como metáfora política, não como problema técnico de assentos.


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