A obra A Cidade de Deus, de Agostinho de Hipona, foi escrita em um contexto de crise do Império Romano e propõe uma reflexão sobre a história, a política e o destino humano. Nela, Agostinho responde às acusações de que o cristianismo teria enfraquecido Roma e desenvolve uma visão em que a verdadeira pátria do cristão não se confunde com nenhum poder terreno.
Estudar esse texto no Ensino Médio ajuda a compreender como fé, filosofia e política se relacionam na tradição ocidental. As questões a seguir exploram temas centrais da obra, como a diferença entre Cidade de Deus e cidade terrena, a concepção agostiniana de história, justiça, paz e a crítica às pretensões absolutas do Estado.
Questões sobre cidade de Deus de Agostinho de Hipona
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Ele relativiza a segurança dos poderes terrenos e defende a esperança em Deus.
Questão 02
Gabarito: alternativa B). A diferença central está no amor que orienta cada comunidade.
Comentários por alternativa:
- A) Ele não reduz a Cidade de Deus à instituição eclesial.
- B) A diferença central está no amor que orienta cada comunidade.
- C) As duas cidades coexistem na história.
- D) Agostinho não rejeita a vida social nem idealiza o mundo terreno.
- E) A distinção é espiritual e moral, não apenas ritual.
Questão 03
Gabarito: alternativa C). Ele rejeita a visão puramente cíclica da história.
Comentários por alternativa:
- A) Essa é a posição de Agostinho, não a oposição a ela.
- B) Ele reconhece a liberdade, mas não dispensa a providência.
- C) Ele rejeita a visão puramente cíclica da história.
- D) Agostinho não reduz tudo ao determinismo natural.
- E) A obra articula política, moral e espiritualidade.
Questão 04
Gabarito: alternativa B). Para Agostinho, paz é uma ordem justa e equilibrada.
Comentários por alternativa:
- A) Coerção não define a paz agostiniana.
- B) Para Agostinho, paz é uma ordem justa e equilibrada.
- C) A força pode preservar impérios, mas não define paz.
- D) Agostinho não elimina diferenças sociais por uniformização.
- E) O prazer não é o princípio da paz em sua obra.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Sem justiça, o poder vira domínio e não verdadeira comunidade.
Comentários por alternativa:
- A) Lei sem justiça não basta para legitimar o Estado.
- B) A religião e a moral são decisivas na análise agostiniana.
- C) Sem justiça, o poder vira domínio e não verdadeira comunidade.
- D) Eficiência não substitui justiça em Agostinho.
- E) A felicidade política depende do bem comum e da justiça.
Questão 06
Gabarito: alternativa C). Agostinho desmonta a leitura pagã que sacraliza o êxito de Roma.
Comentários por alternativa:
- A) Agostinho faz a crítica oposta, não uma defesa do paganismo.
- B) Essa tese não é central na obra.
- C) Agostinho desmonta a leitura pagã que sacraliza o êxito de Roma.
- D) Ele não rejeita todo vínculo entre religião e política.
- E) Agostinho não reduz a história ao sacerdócio.
Questão 07
Gabarito: alternativa C). Os dois amores organizam a vida moral e espiritual.
Comentários por alternativa:
- A) Prazer e trabalho não definem a estrutura das duas cidades.
- B) A distinção não é cultural, mas moral e espiritual.
- C) Os dois amores organizam a vida moral e espiritual.
- D) A guerra e a paz aparecem, mas não como centro dessa definição.
- E) Riqueza e pobreza não são o critério principal.
Questão 08
Gabarito: alternativa C). A pátria definitiva do cristão é transcendente, não imperial.
Comentários por alternativa:
- A) Agostinho não defende abandono total da vida social.
- B) Ele valoriza a realidade histórica e o juízo integral da pessoa.
- C) A pátria definitiva do cristão é transcendente, não imperial.
- D) Ele não identifica Estado cristão com Reino de Deus.
- E) A religião tem consequências públicas em sua reflexão.
Questão 09
Gabarito: alternativa B). Ele lê a história com fé, mas também com argumentação filosófica.
Comentários por alternativa:
- A) Ele argumenta e compara, não apenas apela à autoridade.
- B) Ele lê a história com fé, mas também com argumentação filosófica.
- C) A história concreta é central em sua obra.
- D) Economia não é o eixo explicativo principal.
- E) Agostinho não confia na razão autônoma para tudo.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). A crise histórica serve para relativizar o poder terreno e orientar a esperança.
Comentários por alternativa:
- A) Ele mantém critérios morais e espirituais para ler a história.
- B) Agostinho não fala em abandono divino do mundo.
- C) A crise histórica serve para relativizar o poder terreno e orientar a esperança.
- D) A obra não propõe governo direto da Igreja sobre o império.
- E) Ele não subordina o cristianismo à sobrevivência política.


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