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Questões sobre teoria do direito divino em História – parte 2

Direito divino dos reis: teoria, poder e legitimação

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14 de julho de 2026
em Exercícios
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A teoria do direito divino foi uma das bases ideológicas mais importantes para justificar o poder dos monarcas na Europa moderna. Ela afirmava que a autoridade do rei vinha de Deus, e não da vontade dos súditos, fortalecendo o absolutismo.

Nesta atividade, você vai analisar como essa ideia apareceu em diferentes contextos históricos, especialmente na formação dos Estados modernos, nas relações entre religião e política e nas críticas feitas por pensadores e movimentos posteriores.

Questões sobre teoria do direito divino em História – parte 2

Questão 01

No contexto da formação dos Estados modernos, a teoria do direito divino serviu principalmente para justificar que o rei concentrasse poderes políticos ao afirmar que sua autoridade tinha origem sagrada e superior às leis criadas pelos homens.

Gabarito: alternativa B). Correta. A teoria ligava o poder do rei à vontade divina e reforçava a obediência.

Comentários por alternativa:

  • A) A ideia de representação popular está ligada a outras tradições políticas, não ao direito divino.
  • B) Correta. A teoria ligava o poder do rei à vontade divina e reforçava a obediência.
  • C) Embora a nobreza tivesse influência, a teoria não retirava do rei seu poder central.
  • D) Relações econômicas podem influenciar a política, mas não explicam essa doutrina de legitimação.
  • E) A teoria fortalecia o rei, não substituía a monarquia por governo clerical.

Questão 02

Ao estudar monarquias europeias dos séculos XVI e XVII, percebe-se que o direito divino não era uma crença apenas religiosa; ele também era um instrumento político usado para reduzir questionamentos à autoridade real e consolidar o absolutismo.

Gabarito: alternativa D). Correta. A doutrina unia religião e política para reforçar a autoridade do soberano.

Comentários por alternativa:

  • A) A teoria fazia o oposto: legitimava o poder real, não o limitava.
  • B) Autonomia urbana não é o núcleo da teoria do direito divino.
  • C) A doutrina afirmava origem superior do poder, não dependência permanente do parlamento.
  • D) Correta. A doutrina unia religião e política para reforçar a autoridade do soberano.
  • E) Ela não defendia laicidade nem igualdade política como base do regime.

Questão 03

A frase de Jacques-Bénigne Bossuet, bispo francês do século XVII, é frequentemente associada ao direito divino: o rei seria ministro de Deus na Terra. Historicamente, essa formulação expressa a ideia de que contestar o monarca poderia significar desafiar a própria ordem querida por Deus.

Gabarito: alternativa A). Correta. A formulação reforça a legitimidade sagrada do soberano.

Comentários por alternativa:

  • A) Correta. A formulação reforça a legitimidade sagrada do soberano.
  • B) O direito divino não se baseia em pacto popular revogável.
  • C) A frase faz justamente o contrário: usa a religião para legitimar o Estado.
  • D) Votação universal é uma ideia posterior e incompatível com o contexto.
  • E) A teoria fortalecia a monarquia, não a submissão da Igreja aos grupos populares.
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Questão 04

Em muitos reinos europeus, a ideia de direito divino ajudava a sustentar a sucessão hereditária. Se a autoridade vinha de Deus, a continuidade da dinastia aparecia como parte da própria ordem natural e política do reino.

Gabarito: alternativa E). Correta. A sucessão hereditária era vista como expressão da vontade divina.

Comentários por alternativa:

  • A) A escolha do rei não dependia dessa lógica de apoio comercial ou eleição entre nobres.
  • B) Sorteio não era princípio do absolutismo nem da sucessão dinástica.
  • C) Alternância de famílias não era o fundamento dessa doutrina.
  • D) A teoria preservava a dinastia, não a transferia a assembleias urbanas.
  • E) Correta. A sucessão hereditária era vista como expressão da vontade divina.

Questão 05

No debate histórico sobre poder e legitimidade, a teoria do direito divino foi contestada por pensadores que defendiam limites ao monarca. Essas críticas ganharam força quando guerras, abusos fiscais e repressão mostraram que a origem sagrada do poder não impedia governos autoritários.

Gabarito: alternativa C). Correta. O contratualismo e a limitação do poder foram críticas centrais ao direito divino.

Comentários por alternativa:

  • A) As críticas vieram de quem questionava, não reforçava, a sacralização do poder.
  • B) O contexto citado é anterior às revoluções industriais e não explica a polêmica.
  • C) Correta. O contratualismo e a limitação do poder foram críticas centrais ao direito divino.
  • D) Essa formulação reforça o absolutismo, não sua contestação.
  • E) As críticas buscavam limitar e organizar o poder, não extinguir toda política.

Questão 06

A relação entre direito divino e absolutismo pode ser percebida na cerimônia de coroação, nas moedas e nos retratos oficiais dos reis. Esses elementos visuais transmitiam a ideia de grandeza, autoridade e proximidade com o sagrado.

Gabarito: alternativa B). Correta. A iconografia monárquica reforçava hereditariedade e sacralidade.

Comentários por alternativa:

  • A) A teoria não tratava o rei como eleito por mercadores.
  • B) Correta. A iconografia monárquica reforçava hereditariedade e sacralidade.
  • C) A simbologia régia apontava para centralização, não subordinação aos municípios.
  • D) A teoria mantinha forte ligação com a religião, não neutralidade religiosa.
  • E) Esses símbolos procuravam legitimar a monarquia, não anunciar sua substituição.

Questão 07

Em uma aula sobre História Moderna, o professor explica que o direito divino não significava ausência de regras. Mesmo defendendo poder sagrado, o rei precisava manter alianças com a nobreza, respeitar tradições do reino e sustentar sua autoridade diante de crises políticas.

Gabarito: alternativa E). Correta. A legitimidade sagrada coexistia com alianças e práticas políticas.

Comentários por alternativa:

  • A) A teoria dava legitimidade, mas não dispensava apoio e articulação política.
  • B) O absolutismo histórico envolvia negociações e limites práticos.
  • C) A religião tinha papel central, não secundário.
  • D) A teoria reforçava a superioridade do rei, não igualdade de soberania.
  • E) Correta. A legitimidade sagrada coexistia com alianças e práticas políticas.

Questão 08

Ao comparar diferentes modelos de poder, um estudante conclui que o direito divino foi importante porque oferecia uma resposta à pergunta: por que obedecer ao rei? A teoria dizia que desobedecer ao soberano poderia significar romper uma ordem superior à vontade individual.

Gabarito: alternativa A). Correta. A teoria relacionava governo, religião e estabilidade.

Comentários por alternativa:

  • A) Correta. A teoria relacionava governo, religião e estabilidade.
  • B) Voto secreto anual é uma ideia incompatível com monarquias absolutistas.
  • C) O comércio influenciou políticas, mas não é o fundamento da legitimação sagrada.
  • D) Partidos modernos são posteriores e não explicam a doutrina.
  • E) A teoria defendia hierarquia, não igualdade entre rei e súditos.

Questão 09

O declínio do direito divino como fundamento político foi gradual e se relacionou ao fortalecimento de novas ideias sobre cidadania, soberania popular e separação entre religião e governo. Esse processo abriu caminho para críticas mais amplas ao absolutismo.

Gabarito: alternativa D). Correta. O Iluminismo e o constitucionalismo enfraqueceram a legitimidade sagrada.

Comentários por alternativa:

  • A) A teoria não se tornou base da democracia liberal.
  • B) Não houve abandono imediato da monarquia nem retorno a comunas medievais.
  • C) Símbolos régios continuaram existindo; o problema foi a legitimidade política.
  • D) Correta. O Iluminismo e o constitucionalismo enfraqueceram a legitimidade sagrada.
  • E) A escrita é muito anterior e não explica esse declínio.

Questão 10

Em uma atividade comparativa, os alunos analisam que o direito divino também podia servir como linguagem política em conflitos entre rei e Parlamento. Ao afirmar que sua autoridade vinha de Deus, o monarca buscava reduzir a ideia de que seus poderes dependiam de aprovação periódica dos representantes.

Gabarito: alternativa C). Correta. A legitimidade religiosa servia para contestar a dependência do Parlamento.

Comentários por alternativa:

  • A) A teoria não defendia poder das cidades contra o rei.
  • B) Ela atribuía sacralidade ao rei, não aos representantes.
  • C) Correta. A legitimidade religiosa servia para contestar a dependência do Parlamento.
  • D) A definição de impostos não era atribuída exclusivamente à Igreja.
  • E) República presidencialista é um modelo muito posterior e distinto.

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