O Pé-de-Meia Universitário está em fase final de elaboração pelo Ministério da Educação (MEC) e tem previsão para 2027. A proposta foi apresentada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em 4 de novembro de 2026, e busca apoiar estudantes em situação de vulnerabilidade durante a graduação.
Até o momento, o anúncio não representa abertura de inscrições. A divulgação feita pelo MEC trata do desenho da iniciativa e dos parâmetros informados para o funcionamento do benefício, sem calendário de cadastro ou de pagamento.
A proposta se soma a outras frentes já ligadas ao nome Pé-de-Meia. No ensino médio, por exemplo, falta em um dia de prova, pendências escolares e regras do programa podem impedir o pagamento de R$ 200 no Enem. Já no ensino superior, há também pré-inscrição até 19 de dezembro para bolsas de até R$ 1.050 do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026.
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Como deverá funcionar o Pé-de-Meia Universitário
O modelo anunciado pelo MEC prevê repasse mensal dividido em duas partes. Uma delas poderá ser usada diretamente pelo estudante ao longo do curso. A outra ficará reservada em uma espécie de poupança vinculada à conclusão da graduação.
Os valores apresentados são os seguintes:
- R$ 700 mensais para uso do estudante;
- R$ 250 mensais destinados à poupança;
- R$ 950 por mês contemplado na soma total das duas parcelas.
Na prática, isso significa que o universitário não poderá movimentar imediatamente todo o valor mensal previsto, já que uma parte ficará bloqueada como reserva financeira.
Valores previstos por ano letivo
A previsão apresentada considera dez meses de repasses por ano letivo, tanto para a bolsa mensal quanto para a parcela da poupança.
Com esse desenho, os valores anuais ficam distribuídos da seguinte forma:
- Bolsa mensal: R$ 700 durante dez meses, totalizando R$ 7 mil por ano;
- Poupança: R$ 250 durante dez meses, equivalente a R$ 2.500 por ano.
No exemplo divulgado para uma graduação de quatro anos, a reserva acumulada chegaria a R$ 10 mil, acrescidos de correção, para retirada após a conclusão do curso.

Quem deverá ser atendido pela proposta
As informações apresentadas até agora apontam como público prioritário os estudantes de universidades federais pertencentes a famílias inscritas no CadÚnico.
O Cadastro Único reúne informações socioeconômicas utilizadas pelo poder público na seleção de beneficiários de políticas sociais. No caso do Pé-de-Meia Universitário, a definição completa de quem poderá receber o benefício ainda depende das regras finais da iniciativa.
Quando o programa deve começar
A previsão informada pelo MEC para o início do Pé-de-Meia Universitário é 2027. Na apresentação feita em 4 de novembro, o ministro afirmou que a pasta estava concluindo o desenho da medida.
Até esta data, não foi apresentado calendário com etapas de inscrição, seleção de candidatos ou data dos primeiros depósitos. O que está definido, até aqui, é a previsão de implantação em 2027.
Quando a poupança poderá ser sacada
De acordo com o modelo anunciado, a liberação da parte reservada em poupança estará associada à conclusão integral da graduação no tempo adequado. A proposta é que essa reserva possa apoiar o início da vida profissional do estudante.
O exemplo divulgado considera um curso com duração de quatro anos e formação de uma reserva de R$ 10 mil, acrescidos de correção, para retirada após a conclusão da graduação.


