O Sisu 2026 ofertará mais de mil vagas em instituições públicas do Amapá, distribuídas entre cursos do Instituto Federal do Amapá (IFAP) e da Universidade do Estado do Amapá (UEAP). A nova edição do processo seletivo traz alterações importantes anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC), incluindo mudanças na política de cotas e novos critérios para utilização das notas do Enem.
O Ministério da Educação também atualizou a forma de redistribuição das vagas não preenchidas, além de ampliar o período de validade das notas do Exame Nacional do Ensino Médio. Essas mudanças reforçam a política de inclusão e ampliam as possibilidades de ingresso para os estudantes.
Distribuição das vagas entre as instituições
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No Amapá, o Sisu contará com duas instituições participantes: o IFAP e a UEAP. A Universidade Federal do Amapá (Unifap) não aderiu à edição de 2026. No total, mais de 1.400 vagas estarão disponíveis para candidatos de diferentes perfis e modalidades.
O IFAP abrirá 694 vagas, distribuídas em 305 para ampla concorrência, 18 para ações afirmativas e 371 reservadas ao sistema de cotas. Essa divisão atende às políticas nacionais de inclusão e amplia a diversidade entre os estudantes selecionados.
Vagas destinadas à UEAP
A Universidade do Estado do Amapá disponibilizará 710 vagas para a edição de 2026. A divisão inclui 169 vagas para ampla concorrência e 541 voltadas para ações afirmativas, sem destinação específica para o sistema tradicional de cotas.
A instituição preserva políticas próprias de inclusão e prioriza o acesso de candidatos oriundos de escolas públicas, reforçando sua atuação na democratização do ensino superior no estado.
Utilização das notas das três últimas edições do Enem
Uma mudança significativa do Sisu 2026 é a possibilidade de utilizar as notas das três últimas edições do Enem. Segundo a portaria assinada pelo Ministro Camilo Santana, o sistema selecionará automaticamente a maior nota obtida pelo candidato no período.
Essa atualização facilita a participação de estudantes que já prestaram o Enem em diferentes anos e desejam aproveitar seu melhor desempenho. Também amplia as oportunidades para quem não pôde realizar a prova mais recente.
Benefícios dessa mudança para os candidatos
Com a ampliação do uso das notas, o estudante tem mais flexibilidade e tranquilidade para concorrer a uma vaga. A medida beneficia especialmente quem trabalha, concluiu o ensino médio há mais tempo ou participou do exame em edições distintas.
Para o Amapá, essa alteração pode aumentar a participação de candidatos em busca de oportunidades no IFAP e na UEAP, fortalecendo o ingresso no ensino superior público e ampliando as possibilidades de escolha.
Nova estrutura de redistribuição das vagas de cotas
O MEC também atualizou a forma de redistribuição das vagas de cotas que não forem preenchidas. Antes, essas vagas eram repassadas diretamente para a ampla concorrência. Agora, há uma ordem de prioridade que busca garantir atendimento progressivo a grupos mais vulneráveis.
A nova regra organiza oito níveis de prioridade, assegurando que as vagas passem por todos os grupos previstos antes de chegarem à ampla concorrência. A medida reforça a justiça social e o compromisso com a diversidade no ensino superior.
Ordem oficial de redistribuição das vagas
As vagas remanescentes seguirão a hierarquia definida pelo MEC:
1️⃣ Pretos, pardos e indígenas de baixa renda
2️⃣ Pessoas com deficiência de baixa renda
3️⃣ Estudantes da rede pública sem recorte de renda
4️⃣ Pretos, pardos e indígenas sem recorte de renda
5️⃣ Quilombolas sem recorte de renda
6️⃣ Pessoas com deficiência sem recorte de renda
7️⃣ Escola pública sem recorte de renda
8️⃣ Ampla concorrência
A mudança evita que vagas direcionadas a grupos específicos sejam imediatamente convertidas para ampla concorrência. O objetivo é assegurar que os benefícios da política de cotas sejam efetivamente aplicados.
Com essa redefinição, o processo de seleção torna-se mais alinhado às políticas de combate às desigualdades educacionais, garantindo maior representatividade entre os ingressantes.
Cronograma oficial do Sisu 2026
O MEC divulgou o calendário preliminar do processo seletivo, que será realizado em janeiro de 2026. As inscrições ficarão abertas entre 19 e 23 de janeiro, período em que o candidato poderá indicar duas opções de curso conforme sua preferência.
O resultado da chamada regular será publicado em 26 de janeiro. As matrículas ocorrerão entre 26 e 31 de janeiro, prazo que também será utilizado para a manifestação de interesse na lista de espera.
Cuidados durante o processo de inscrição
O estudante deve acompanhar o sistema diariamente durante o período de inscrição, observando a nota de corte, o comportamento das vagas e o posicionamento na classificação parcial. Essa análise pode ajudar a ajustar as opções de curso.
Também é essencial verificar com antecedência a documentação exigida para matrícula. Cada instituição pode solicitar itens específicos, e perder o prazo pode impedir o ingresso, mesmo que o candidato tenha sido aprovado na chamada regular.
